morta como Brás Cubas, o defunto-autor.
Morta de dor,morta de suor, morta de cor.
Morta de flamejar, morta de gritar, morta de sufocar.
Morta de vontade de te ver sorrir até o amanhecer
De que valem as palavras? Vazias, taxadas, falsas, dizimada? De que valem os olhares? De pedra humilhantes, orgulhosos, insatisfeitos? De que valem os sonhos? Vagos, fúteis, selvagens, pretensioso? De que vale o tudo? Esnobe, descartável, escravo, material? Tudo vale nada. Como brinquedos tão frágeis, descartáveis, sem vida, estamos nós a dançar. De que vale o nada? Misterioso, opaco, duvidoso, abstrato? Nada vale tudo.
Ilusionismo
Em minhas insanidades eu contornei, o seu rosto banhado em sangue que eu desenhei. Em minhas loucuras mais perfeitas eu achei, o seu sorriso numa máscara que eu recortei. Como cascas de pele retiradas com expressões, mais falsas, são só ilusões. O sangue escorre entre meus devaneios, e a máscara ganha vida, invadindo-me por inteiro. Medo. Dor. Saudade. Frio. E por fim, morte. A máscara se fixa em meu rosto, e tudo se torna tão obsoleto quanto uma peça teatral: tão ensaiado, tão fantasioso, tão distante do mundo real.